Para ver com "ouvidos" de ver

Birdy Nam Nam
"The Parachute Endings"

Realizador: Steve Scott

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Músicas que ficam no ouvido

Serge Gainsbourg
"Le poinçonneur des Lilas"

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Novidades

A sueca Lykke Li prepara-se para editar novo álbum (em data a anunciar). O single de apresentação é este "Get Some".

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Sugestão da Semana

Semana #06 - "Opinionista" #03

Músicas que me fazem querer ter uma banda.

Música #3
"Not Too Soon", Throwing Muses

Single de 1991, retirado de "The Real Ramona" (último albúm da banda) e contemporâneo de outros singles de sucesso, lançados no mesmo ano ("Smells Like Teen Spirit" dos Nirvana ou "I Wanna Be Adored" dos Stone Roses), "Not Too Soon" são pouco mais de 3 minutos de perfeição pop, inspiradora e cativante, e simultâneamente estranha e inconsequente. Tanya Donelly, a vocalista (que pertencia também às The Breeders) a "rosnar" no refrão e a "imitar" o som das guitarras, são dos momentos mais inesperados de toda a música... É este o tipo de canções que pode mudar o dia de qualquer um de nós.

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Músicas que ficam no ouvido

James Blake
"Limit To Your Love"

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Músicas que ficam no ouvido

!!!
"Jamie, My Intentions Are Bass"

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Para ver com "ouvidos" de ver

The Toxic Avenger
"N'importe Comment"

Realizador: David Tomaszewsk

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Sugestão da Semana

Semana #02 - "Opinionista de Substituição"

Black Mountain

Álbuns:
Wilderness Heart (2010)
In The Future (2007)
Black Mountain (2005)

Ouvir: myspace

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Músicas que ficam no ouvido

Mock & Toof
"Farewell To Wendo"

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Um cartaz que promete


Depois de um intenso mês de concertos que será Novembro, entramos em Dezembro com mais uma edição do Superbock Em Stock. Começam a surgir os primeiros nomes e os conhecidos até ao momento prometem. Janelle Monáe, Owen Pallet, Wavves, Lula Pena são os mais sonantes. Mais informações aqui.

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Para ver com ouvidos de ver

Amon Tobin
"Esther"

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Hoje, Sintra Misty - Joan As Police Woman

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Músicas que ficam no ouvido

Gold Panda
"Snow & Taxis"

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Músicas que ficam no ouvido

Deerhunter
"Revival"

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Regresso ao Futuro

A propósito da notícia que demos aqui à dias, deixamo-vos agora com o original. Original dos Boney M, "Gotta Go Home", foi um dos singles do álbum "Oceans of Fantasy", de 1979, que chegou nesse mesmo ano a nº1 no Reino Unido. Sem dúvida, viciante!

Boney M
"Gotta Go Home"

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Para ver com ouvidos de ver

Coconut Records
"Any Fun"

Realizador: Mark Gonzales

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Sugestão da Semana

Semana #06 - "Opinionista" #01

EVOLS

Álbuns:
Evols (2010)

Ouvir: myspace

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O futuro ao virar da esquina

Os POLLYester são a banda formada pela Polly, pelo Manu e pelo Benny. A Polly é vocalista, guitarrista, compositora, performer, artista. O Manu é o baterista e o Benny, o programador de samples. São alemães, fazem pop electrónica bem-disposta e revelam um apurado sentido de humor na curiosa versão/adaptação de "24 Hours Party People" dos Happy Mondays, aqui intitulada de "24 Hours Arty People".

POLLYester
"Round Clocks"



"24 Hours Arty People"



Ouvir: myspace

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Músicas que ficam no ouvido

Aloe Black
"I Need A Dollar"

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Novidades

Ninguém diz mas é verdade, estes senhores já cá andam faz 15 anos e este é o oitavo álbum de originais que editam. A banda de Kazu Makino e dos irmãos Pace, Simone e Amedeo, acaba de lançar através da 4AD, "Penny Sparkle". "Not Getting There" é o mais recente single.

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Músicas que ficam no ouvido

The Very Best
"Julia"

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Sugestão da Semana

Semana #06 - "Opinionista" #04

1,2,3
Música: Confetti

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Músicas que ficam no ouvido

Former Ghosts
"New Orleans"

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Hoje, Aula Magna - Andrew Bird

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Ser ou não ser excelente

Li algures que quando se faz crítica devemos evitar adjectivações como excelente, correndo o risco do seu uso recorrente o tornar num adjectivo banal. Excelente é um adjectivo superior, único, cuja utilização deve apenas descrever algo de eleição. Um crítico espera-se também, que seja imparcial, diz-se! Não o serei. Afirmo sem hesitações, os Menomena são excelentes e o seu mais recente álbum "Mines" é também ele, excelente. Faço-o com plena consciência do que representa a utilização de tão incomparável adjectivo e de quão demonstrativo pode ser de uma paixão, que em última análise, será sempre pessoal.

Não me recordo quando e como os descobri. Lembro-me que faz já alguns anos, talvez por alturas do lançamento do terceiro álbum, "Friend And Foe", em inícios de 2007, talvez antes. Não me recordo do contexto, se foi uma música que me chamou a atenção, se um texto que li sobre eles ou um vídeo. Recordo-me, isso sim, de ter sido amor à primeira audição, daquele que se entranha e vai crescendo dentro de nós.

É no entanto, estranho que numa época em que a informação se propaga à velocidade da luz, os Menomena continuem a ser desconhecidos para muitos. É difícil entender como não são ainda a maior banda do mundo (este claro, é o meu lado emocional de ouvinte a sobrepor-se ao racional, de crítico). É contudo, algo que até me agrada! Pode parecer pretensioso mas é uma sensação de posse, como se fossem algo só meu, que partilho com poucos. É um sentimento ambíguo porque, ao mesmo tempo, sinto a necessidade de os partilhar com vocês todos, porque afinal, eles são bons demais para permanecerem desconhecidos.

Mas passemos às apresentações, os Menomena são de Portland nos Estados Unidos. Existem como banda há quase uma década e dela fazem parte Brent Knopf, Justin Harris e Danny Seim. Começaram como projecto paralelo dos Lackthereof , projecto a solo de Danny Seim, contudo com o passar do tempo, os Menomena acabaram por se assumir como o projecto principal. Todos são simultaneamente vocalistas, compositores e multi-instrumentistas. A formação actual conta ainda com a participação do guitarrista dos 31 knots, Joe Haege.

É um cliché mas é verdade, a música dos Menomena primeiro estranha-se e depois entranha-se. Com uma sonoridade a fazer lembrar por vezes uns TV On The Radio mais aprumadinhos, estranham-se sobretudo pela complexidade melódica. Cada música parece conter dentro de si um série infinita de outras músicas. A diversidade de instrumentos e sons utilizados na construção de cada música é impressionante (destaque para o saxofone). É como um puzzle onde cada peça encaixa na perfeição. O jogo de vozes é sublime e contribui em muito para o som peculiar dos Menomena.

Os Menomena são únicos e são excelentes (não me canso de o dizer), e só por isso vale a pena descobri-los.

Texto publicado na Revista Magnética de Outubro.

Fica aqui a actuação ao vivo de "Five Litlle Rooms", do mais recente álbum Mines, para a KEXP radio.



Deixo-vos também a deliciosa actuação nas ruas de Paris de "Wet And Rusting" para a La Blogotheque.

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Hoje, Pavilhão Atlântico - Guns N' Roses

Revelo hoje aqui um "guilty pleasure" consequência de um início de adolescência passado a ouvir o "Use Your Ilussion". Estádio de Alvalade, 1992, eu estive lá. Deixo-vos algumas recordações de quando estes senhores ainda faziam grandes músicas.







E mais uma...

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O futuro ao virar da esquina

Os Bojay são Alanna e Pho, um duo de Toronto no Canadá. Difíceis de enquadrar num género específico, fazem da sua música uma fusão de referências com realce para as sonoridades africanas, o que resulta num som quase tribal onde os beats fortes marcam o ritmo. O primeiro álbum, "Broughtupsy" sai a 5 de Outubro na América do Norte. Não têm nenhum videoclip disponível mas deixamos aqui um curto vídeo da actuação no SXSW 2010. Destaque ainda para a versão de "Staring At The Sun" dos Tv On The Radio.



"Staring at the Sun" (Tv On The Radio)



Ouvir: myspace

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Novidades

O novo álbum dos Abe Vigoda está ai, chama-se "Crush" e este é o single de apresentação. Menos rítmico e menos experimental, mais electrónico e mais melódico. Promete!

Abe Vigoda
"Throwing Shade"

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Músicas que ficam no ouvido

Silver Columns
"Cavalier"

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Sugestão da Semana

Semana #05 - "Opinionista" #03

A Chloë gosta e nós gostamos com ela.



música da moda'series ou o vermelho tomou conta do castanho (riscar o que não interessa)

Descodificando: li algures, num daqueles sites fashion, que esta é a música preferida da minha amiga Chloe Sevigny e por isso, se ela que dita as regras gosta nós devemos gostar também (como um imperativo de reconhecimento social, se quiserem, com o respectivo cinismo associado).

A última frase aponta dois sentidos de leitura:

a) o tema situa-se no cruzamento da moda com o rock (e não se esqueçam que a Kim Gordon também desenha roupa, rasca mas desenha);
b) e que se o mundo hoje parece vermelho (mais próximo de uma revolução à Rosa Luxemburgo) é porque o castanho perdeu o preto (os camisas castanhas e o fascismo) - de qualquer forma ambas são apenas percepções distorções.

De qualquer forma, a música resulta de uma forma tão ambígua de compor que nunca se esgotam as possibilidades de sentido.

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