... Neil Young apresenta Tom Waits na atribuição do Rock'n'Roll Hall of Fame Award de 2011. Tivesse estado também Bob Dylan no palco e estaríamos perante a "Santíssima Trindade".
Mais um dos muito aguardados álbuns a serem editados em 2011. Cabe a honra ao TV On The Radio. O álbum chama-se "Nine Types of Light" e este é o single "Will Do".
Actuação surpresa de Jack White durante o SXSW em Austin, junto da loja/estúdio volante da Third Man Records. Tocou uma música de Buddy Holly e a "Dead Leaves and the Dirty Ground" dos White Stripes. O vídeo é longo, e mostra também a actuação de Seasick Steve, recentemente contratado pela editora.
Pela mão de Jack White e da Third Man Records, chega-nos uma girls bands que de girl band tem muito pouco. Passo a explicar, cumpre os requisitos necessários para partencer à categoria porque é composta só por raparigas. Mas nada tem a ver com as comuns girls band, compostas de raparigas "fofinhas" e "lindinhas" e todos os mais diminutivos que se lembrarem. Lembram-se da personagem da Christina Ricci na família Adams? Pois bem, imaginem que ela cresceu e formou uma banda com as amigas (Shelby Lynne, Olivia Jean, Ruby Rogers e Erin Belle) e temos as The Black Belles. Os ar misterioso e sombrio é a imagem de marca. E claro, aquela guitarra e aquele orgão que já são imagem de marca do Sr. White, que qual homem dos sete ofícios, também realizou o vídeo.
E de repente, vindo do nada, surge-nos o novo single dos Arctic Monkeys. Chama-se “Brick By Brick” e fará parte do álbum "Suck it and See", com produção de James Ford dos Simian Mobile Disco e edição prevista para Julho, altura em que passarão por Portugal para tocarem no Meco, em mais uma edição do Super Bock Super Rock.
Os Fergus & Geronimo são um duo e vêm do Texas. Fazem música alegre e assumidamente indie-rock. Existem desde 2008 e depois de alguns singles editados, editaram no início deste ano o seu primeiro longa-duração, "Unlearn".
Fergus & Geronimo
"Where the Walls Are Made of Grass"
Hoje recuperamos esta rubrica há algum tempo adormecida, para falar de uma senhora, também ela "recuperada" e trazida ao nosso radar pela mão de Jack White dos White Stripes. É ela, Wanda Jackson, que aos 73 anos tem novo álbum. Qual Midas, que no que toca transforma em ouro, Jack White (grande admirador da dita) produziu, tocou e editou, através da sua Third Man Records, o álbum da senhora, uma das pioneiras do rock’n’roll, considerada a Rainha do Rockabilly e que chegou mesmo a namorar com o Rei, Elvis Presley. É o 31º álbum da sua discografia e chama-se "The Party Ain't Over", e como se pode confirmar pelo vídeo abaixo, é sem dúvida uma festa!
Já não é bem novidade, mas para os mais distraídos, os Radiohead têm novo álbum. Foi editado em formato digital no final de Fevereiro, estando a edição física prevista para mais tarde. O álbum chama-se "The King Of Limbs" e este é o primeiro single:
Não sei onde andava com a cabeça, a verdade é que só ao 3º álbum Ty Segall me despertou a atenção. Encontrei-o perdido numa qualquer lista de álbuns que passaram ao lado das listas de melhores do ano. Não era só eu que andava distraído, porque MELTED devia figurar entre os melhores do ano que passou.
Ex-guitarrista dos Sic Alps, desde que se estreou a solo em 2008 não mais parou. Depois de um primeiro álbum homónimo, editou ao ritmo de um por ano, LEMONS em 2009 e MELTED em 2010. Ty Segall é mais um produto da costa oeste dos Estados Unidos, de S. Francisco, a juntar a nomes como Wavves, Thee Oh Shees, Best Coast ou Warpaint, que tem vindo a contribuir para a definição de um som particular da costa da Califórnia.
Nos primeiros álbuns são claras as influências blues, expressas num revivalismo garage-rock, em que somos atingidos por acordes repetidos até à exaustão numa explosão de ritmo, uma energia que nos atravessa as veias do primeiro ao último segundo. É um verdadeiro one-man-show, recorrendo apenas à guitarra, bateria e pandeireta.
Se em LEMONS já se faziam notar as diferenças na composição, mais sofisticada mas mantendo a sua simplicidade, no mais recente álbum esse refinamento é ainda mais apurado consequência de uma variedade de arranjos e de um tratamento melódico mais evoluídos e graças também à utilização de uma maior diversidade de instrumentos para além da guitarra que, todavia, mantém o papel principal. É sobretudo um álbum mais adulto onde a irreverência e a inconsciência próprias da juventude foram superadas, evidenciando uma maturidade conquistada com o passar dos anos. É um álbum mais cerebral e menos musculado, em que o esforço é mais doseado, que não vai com tanta sede ao pote. Como quando chegados à praia depois de um dia de intensa azáfama, começamos a sentir o tempo correr com outra cadência, a adrenalina que nos corre nas veias a abrandar até atingirmos um estado de relaxamento em que todas as preocupações ficam por momentos esquecidas. É um refrear inevitável, porque por muito resistentes que sejamos, é impossível aguentar tanta energia.
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