Músicas que ficam no ouvido

Para comemorar a chegada às 100 "Músicas que ficam no ouvido", brindamos os nossos queridos leitores não com 1 mas com 5 "Músicas que ficam no ouvido".

Theophilus London
"Last Name London"



Miles Benjamin Anthony Robinson
"Buriedfed"



Strange Boys
"Me and You"



Deerhunter
"Secret Mobilization"



Dum Dum Girls "Bedroom Eyes"


ENJOY!

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Para ver com "ouvidos" de ver

Parenthetical Girls
"Doughnut"

Realização: Cãoceito + Burdman



Projecto inserido na EXD’11. Saber mais aqui.

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Para ver com "ouvidos" de ver

Girls
"Honey Bunny"

Realizadores: Ivan Shumaker e Chet JR White

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Novidades

Beirut, ou Zach Condon, editou recentemente o seu muito aguardado terceito álbum, depois de um interregno de quase 4 anos. "The Rip Tide" foi lançado a 2 de Agosto e revela um conjunto de canções menos étnicas e com uma maior orientação pop, sem que isso interfira com a linguagem própria desenvolvida nos álbuns anteriores.. Chega-nos agora o primeiro vídeo, para o single "Santa Fé" 

Beirut
"Santa Fé"

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Músicas que ficam no ouvido

Appetite
"Tussy"

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E o vencedor é...

... PJ Harvey. Como era de esperar venceu o Mercury Prize, com o excelente "Let England Shake". É a segunda vez que PJ Harvey ganha este prémio, o anterior, tinha sido em 2001 com o álbum "Stories From The City Stories From The Sea".

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Músicas que ficam no ouvido

Cat's Eyes é a banda formada por Faris Rotter, vocalista dos The Horrors, e a sua namorada Rachel Zeffira. Rachel é compositora e tem formação de cantora lírica. A ideia de união nasce do interesse pelos girls groups da década de 60 e tem concretização num disco pop envolto numa delicada penumbra, resultando em misteriosos ambientes musicais.

Cat's Eyes
"Face in the Crowd"

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Para ver com "ouvidos" de ver

Ainda está quente!


Justice
"Audio, Video, Disco."

Realizador: SO ME



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Músicas que ficam no ouvido

Mayer Hawthorne
"A Long Time"



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Eleanor Friedberg - Last Summer


Eleanor Friedberg é conhecida por ser uma das metades dos The Fiery Furnaces, ficando a outra metade completa com seu irmão Matthew Friedberger. Aventura-se agora a solo com a edição do interessantíssimo LAST SUMMER. Contrastando com os The Fiery Furnaces, mais experimentais, mais ásperos, este é um álbum de uma beleza e de uma candura sublime, ideal para o final do Verão que se aproxima, quando a temperatura desce e já faz falta um agasalho. LAST SUMMER é o agasalho perfeito para aqueles finais de tarde de pores-do-sol infinitos, que pintam o céu de tons fogo e nos trazem promessas de calor. De uma subtileza ao alcance de poucos, é um álbum de uma luminosidade pop que nos absorve e nos inunda.

A identidade dos The Fiery Furnaces está lá mas transparece, sobretudo, o lado pessoal, mais intimista. Facilmente encontramos Eleanor nas letras particularmente descritivas, nas personagem e momentos que as habitam. Cada música é uma história.

Por tratar-se de um álbum a solo poderia pensar-se que musicalmente as composições pudessem ser simplistas mas desenganem-se, são músicas ricas instrumentalmente, complexas e diversificadas na sua composição, contudo, coesas no seu conjunto. Assim como nos The Fiery Furnaces, existe um traço de originalidade, muito próprio e característico, para o qual também contribui a voz distinta de Eleanor.

Destaque para o single ‘My Mistakes’, soberbo momento pop. Para ‘Inn Of The Seventh Ray’, fantástica a narrativa e ‘One-Month Marathon’, terno e nostálgico.

Mais uma vez, e agora a título individual, Eleanor Friedberg afirma-se como uma das mais criativas mentes musicais do novo milénio, revelando uma capacidade de criação que em 10 anos nos trouxe 7 álbuns com os The Fiery Furnaces, a que agora soma mais um, provando que quantidade também pode ser sinónimo de qualidade.

Texto publicado na Revista Magnética de Setembro.

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Novidades

Voltamos de férias da mesma forma que partimos, com novidades sobre as senhoras, vá meninas, que marcam, pela positiva, o panoramoma musical mais alternativo. St. Vincent tem álbum novo com edição marcada para dia 12 de Setembro, e este é "Cruel", o novo single.


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Festival Paredes de Coura


Fechámos a época festivaleira com o muito aguardado Festival de Paredes de Coura. Num sempre, prazeiroso regresso ao Alto Minho (este ano até o tempo ajudou), viveram-se em Paredes de Coura dias de intenso calor e emoção, rodeados por uma espantosa e verdejante paisagem e sob um magnífico céu estrelado. Um cartaz equilibrado, repleto de nomes que fazem a actualidade musical mais alternativa, fez as delicias dos presentes, sobretudo a tão aguardada estreia dos Pulp em Portugal e o regresso Death From Above 1979.

No dia inaugural, em modo boas-vindas, os Wild Beasts e os Crystal Castles foram os nomes fortes, com os concertos a terem lugar no palco secundário.
Para o segundo dia, as atenções estavam viradas para a actuação dos Pulp, ainda assim, Twin Shadow e as Warpaint conseguiram cativar alguma dessa atenção. Os primeiros pela simpatia e por um álbum cheio de músicas que ficam no ouvido. As segundas, foram uma das surpresas da noite, com o seu ar cool e rock sensual.
Os Pulp vivem sobretudo da figura do seu carismático vocalista, Jarvis Cocker. E com este, a denotar excelente forma, física e intelectual, estiveram reunidos todos os ingredientes para um grande concerto! De uma extrema elegância british, com uma simpatia e um humor ímpares, rapidamente conquistou a plateia. Preservando a atitude a que sempre nos habitou, do alto dos seus saltos, foi revelando a cada música um rol de movimentos e poses improváveis. O concerto da noite!

O terceiro dia teve como cabeças de cartaz os Kings Of Convinience, contudo, um alinhamento diferente poderia ter resultado melhor. Era ter posto os Metronomy no palco principal e trocado os Battles (que tocaram ainda de dia) com os Kings Of Convinience, cujo concerto tinha encaixado na perfeição com o bucólico pôr-do-sol ocorrido horas antes. Ainda assim, grande concerto de Metronomy. As músicas ganham outra dimensão ao vivo, mais enérgicas e dançáveis. Battles, embora competentes, soube a pouco. Deerhunter a darem um concerto eléctrico e com um alinhamento bem escolhido.

Para o último dia ficou guardado o melhor. Se um concerto pudesse ser avaliado pelo diâmetro do circle pit ou pelo número de pessoas a voarem sobre nós, então, os Death From Above 1979 ganhavam por larga margem. Passados 6 anos da actuação no mesmo palco (na altura ainda de dia), voltaram como cabeças de cartaz e foi, sem dúvida, uma aposta ganha! Referência ainda para os No Age, a contribuírem com um grande concerto para um dia absolutamente explosivo.

Texto publicado na Revista Magnética de Setembro.


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e assim...



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Em Paredes foi assim...


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