São covers senhor!
Para o volume da sério "Late Nite Tales" dedicado aos MGMT, estes criaram uma versão de "All You Ever Wanted Was Everything", original de 1982 dos Bauhaus. O vídeo ficou a cargo de Ned Wenlock.O futuro ao virar da esquina
Mas o que é isto? É a primeira pergunta que me ocorre ao ouvir Willy Moon. Como classificar algo completamente novo e que me recorde, ainda ninguém se tinha lembrado de fazer? Podemos tentar e dizer que é uma espécie de rock n roll electrónico que resulta numa sonoridade única e sem igual. Está lá todo o poder e simplicidade dos primórdios do rock aliados a apontamentos electrónicos que transportam as músicas para uma outra dimensão. Numa época em que não há nada de realmente novo, Willy Moon consegue criar um estilo muito próprio e ímpar. Com uma elegância a recordar outro tempos, um movimento de pés a lembrar as ancas do outro, vindo da Nova Zelândia e com apenas 21 anos, Willy Moon apresenta-se ao mundo com duas curtas descargas de energia.
"I Wanna Be Your Man"
"She Loves Me"
O futuro ao virar da esquina
Coloquem no mesmo recipiente os The White Stripes e os The Black Keys, agitem tudo muito bem e o resultado é Hanni El Khatib. Proveniente de S. Francisco, deve o nome a um pai palestiniano e a uma mãe filipina. Chega-nos qual sabor novo de gelado, já o verão vai longe mas ainda a tempo de nos refrescar quanto a novidades musicais. O álbum chama-se "Will The Guns Come Out". Tomem lá duas colherzinhas para provar!É sempre bom regressar...
... a antigas paixões e voltarmos a apaixonarmo-nos!Por isso não se admirem que por aqui, nos próximos dias, o assunto seja sempre o mesmo.
O futuro ao virar da esquina
Os S.C.U.M são londrinos e logo à primeira audição nos apercebemos da soturnidade tão british, característica de outros tempos e de outras latitudes mais a norte (Manchester). Desde há 3 anos que vêm lançado singles que aguçaram a curiosidade sobre a estreia em álbum, recentemente editado. Terão oportunidade de os conhecer ao vivo no festival Mexefest, já no próximo dia 2 de Dezembro. Aqui fica o mui recomendável "Whitechapel", primeiro single de "Again Into Eyes"S.C.U.M
"Whitechapel"
The Antlers, Lux
Quem, na passada quinta-feira, se dirigiu ao Lux à espera de ouvir uns The Antlers tal como soam em disco, talvez se tenha sentido momentaneamente desiludido. Contudo, foram breves os segundos de surpresa, porque no final, e depois de quase hora e meia de concerto, era impossível não se sentirem satisfeitos.
Os The Antlers ao vivo soam diferentes, mais eléctricos, mais ruidosos, menos cândidos. As composições apresentam uma roupagem mais complexa mas sem nunca interferirem com harmonia. A voz de Peter Silberman é magnífica e, ao vivo são ainda mais evidentes as semelhanças vocais com Jeff Buckley, sobretudo no uso do falsete. É uma voz angelical, carregada de emoção, e que funciona como um poderoso instrumento que enriquece muito as composições.
Uma estreia em território nacional muito positiva em que nem os problemas com o voo, que os impediu de fazer o sound check, beliscaram a qualidade das músicas, num alinhamento que percorreu as músicas do excelente HOSPICE e do mais recente BURST APART.
Texto publicado na Revista Magnética.
Novidades
David Lynch dispensa apresentações. Todos o conhecemos como um dos mais marcantes cineastas da actualidade, o que se calhar não sabem é que o senhor também tem queda para a música. Depois de várias colaborações ao longo dos anos, estreia-se agora a solo com "Crazy Clown Time", um álbum onde através de sonoridades electrónicas e blues procura reflectir o seu imaginário. Colaboram no álbum nomes como Karen O dos Yeah Yeah Yes. Para a realização dos videoclips oficiais de "Good Day Today" e "I Know", os dois primeiros singles, foi lançado há cerca de um ano um concurso internacional. Estes foram os vencedores."Good Day Today"
Realizador: Arnold de Parscau
"I Know"
Realizador: Tamar Drachli
Para ver com "ouvidos" de ver
Um verdadeiro 2 em 1 aquilo que Woodkid nos oferece neste videoclip. Woodkid, de seu nome verdadeiro Yoann Lemoine, é o nome artístico, enquanto músico, de Yoann Lemoine, o realizador. Baralhados? Passo a explicar, Woodkid e Yoann Lemoine são uma e a mesma pessoa. Conhecido pelo seu trabalho enquanto realizador de publicidade e videoclips, por exemplo "Teenage Dream" de Katy Perry, aventura-se como interprete sob o nome de Woodkid. A avaliar pelo single "Iron", a qualidade a que nos habitou em nada sai afectada.Woodkid
"Iron"
Realizador: Yoann Lemoine
Theophilus London - Timez Are Weird These Days
Estes mês foi grande a indecisão na escolha de um álbum. Não por falta de opções, pelo contrário, pela quantidade de excelentes álbuns editados recentemente. Se por um lado, o novo álbum de Feist é sublime, merece toda a nossa atenção, mas meras palavras não estariam à altura de o descrever. Ou por exemplo, o mais recente de St. Vincent, um álbum cheio de surpresas ao virar de cada acorde. No entanto, houve um que nos deixou completamente atordoados. Já tem uns mesitos mas nada que o torne menos assombroso. Falamos pois, de Theophilus London e de "Timez Are Weird These Days", o seu primeiro álbum.
Logo para começar, tem um nome super, hiper cool. Se um dia tiver que criar um alter-ego, será sem dúvida Theophilus London. É perfeito, não só possuí uma elegância distintiva como é ameaçador quanto baste para poder ser confundido com um gangster. É de Brooklyn e ao que parece movimenta-se entre gente importante (ele e o Mark Ronson, grandes amigos!). Isso reflecte-se na sua música, pela variedade de colaborações, de influências, referências passadas, que com mérito consegue conjugar num perfeito equilíbrio entre descontracção e glamour.
Theophilus London é funk, é disco, é soul, é rock, é hip-hop, é tudo aquilo que quisermos. Interessa pouco definir, quando a qualidade é tanta. É bom, muito bom e fazer alusão a esta ou àquela música é redutor. É um álbum para se ouvir no seu todo, do princípio ao fim, sem interrupções. Last Name London é o cartão de presentação e dá o mote para o que se segue, "Last name London, the first name Theophilus, Theophilus, Theophilus". "Love Is Real", com colaboração de Holly Miranda, arrisca-se a ser um dos singles do ano. "Wine and Chocolates" soa a TV On The Radio se estes fizessem hip-hop. Ehhh que disparate, estão vocês a pensar! Olhem que não, se pensarmos que London colaborou com David Siteck no seu projecto a solo, Maximum Ballon. Há ainda, "All Around The World", uma viagem pelo mundo do sampling que nos leva a redescobrir um sem número de referências. "Why Even Try" é música para procriar à lareira ou para curar uma ressaca de amor, dispõe bem em qualquer uma das situações. A fechar o álbum, atenção viradas para "I Stand Alone", registo pop em jeito de balada.
Theophilus London tem classe, na atitude, na postura, na forma como se mostra ao mundo e com isso, rapidamente está a tornar-se num ícone dos tempos modernos. Se lhe juntarmos música deste calibre, não terá dificuldade nenhuma em afirmar-se como um dos grandes nomes da música.
Texto publicado na Revista Magnética de Novembro.
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